"Someone that asks "How can we build a silicon valley?" has probably ensured failure by the way they framed the question. You don't build a silicon valley; you let one grow" by Paul Graham
No entanto, é justamente “uma conferência diferente”, que um grupo de jovens de Coimbra se propõe a organizar, nos próximos dias 15 e 16 de Maio de 2010 no auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra.
Citando os organizadores, “[...] mais do que uma conferência, a SWiTCH é uma experiência. O objectivo é reunir mais de 500 Empreendedores, Cientistas e o Cidadão Comum, numa verdadeira experiência de partilha de conhecimento multidisciplinar”.
Tendo como foco a diversidade, a organização está a juntar um interessante grupo de oradores internacionais para falar de temáticas tão diferentes como Entrepreneurship (always) rules, Web & Development, We live in Science, The Future is Today, Out of the Box Thinking, My Story and The World Around Us. Entre os oradores já confirmados estão Loic Le Meur, Andrea Vascellari, Stephanie Booth, Mónica Bettencourt Dias, Paulo Querido, António Coutinho, Fred Oliveira, Laurent Haug e Celso Martinho.
Após recentes conversas com a organização do evento, fui convidado para fazer uma breve apresentação sobre as crescentes oportunidades que os empreendedores tem neste momento para avançar com as suas ideias. Irei fazer a minha intervenção no segundo dia da conferência, antes da Start-up Competition prevista para o segundo dia. De notar ainda, que esta Start-up Competition está a ser organizada pela start-up Portuguesa de referência We Break Stuff.
Tudo indica que esta conferência será uma excelente oportunidade para conhecer pessoas interessantes e com iniciativa, uma excelente oportunidade para ouvir os novos empreendedores que estarão lá para demonstrar as suas ideias na competição e um excelente lugar para discutir não apenas ideias, mas também acções de dinamização das Universidades e das empresas em Portugal. Networking++!
Se partilhas da mesma visão e também vais a conferência, esteja a vontade para dizer olá e trocar umas ideias comigo.
Com a quantidade de informação, oportunidades e parceiros que todos os dias nos aparecem, é preciso um esforço grande para manter-se focado nas metas e objectivos fundamentais para que o projecto avance dentro do tempo previsto e que a satisfações pessoais e dos clientes sejam atingidas (alias… até deviam ser superadas… mas isso é assunto para outro post).
No meio de tantas fontes de dispersão, é importante que utilizes ferramentas de apoio. Estabeleça metas específicas e directas, com prazos apertados (ver Parkinson’s Law) e tente realiza-las o mais brevemente possível.
Estabeleça 2 (no máximo 3) metas por batch. 2 tarefas grandes por mês, 2 tarefas médias por semana, 2 tarefas unicelulares por dia. E não se esqueça de que as metas devem ser sobre aquilo que é realmente importante para fazer o teu projecto/empresa crescer.
A falta de foco e sensibilidade para definir e agir sobre aquilo que é realmente importante, é uma característica priceless no mercado dos dias de hoje.
Nunca se esqueça do Elefante. Focus! Focus! Focus!
Este último fim de semana tive o prazer de participar no INEO Weekend, um evento em que se cozinha num espaço moderno e agradável, uma receita atípica. Têm-se como ingredientes “mentores” que adocicam e guiam a força e tempestuosidade dos “promotores”, com diagramas, passagens literárias, bons exemplos e bastante senso comum temperado pelo “been there, done that”. No final serve-se o cozinhado à prova dos “investidores”, à mercé de um projector cronometrando 10 minutos.
O resultado traduziu-se num fim de semana bem passado, repleto de discussões entre os todos os participantes, como ao redor das várias porções de salgadinho e Ice Tea de Manga.
De sublinhar o ambiente informal, em que todos dão o seu contributo e se esquecem um pouco as paneleirices muitas vezes subjacentes a eventos nesta área do empreendedorismo. Um estilo de evento a seguir.
Eu co-representei o nosso projecto Vendder que foi revisto e discutido sobre diversas luzes e ângulos por diversos mentores, como João Pereira da InovCapital, Ana Almeida da Tapestry ou Paulo Gomes da Reusable IT e aprendi ou re-lembrei que:
Nem sempre é simples calcular o custo de um projecto
Calcular break-even é um exercício para ser praticado
Deve-se ter presente a fatia de mercado que pretendemos atingir
Como sondar o mercado para definir o valor do serviço e assim preço a pagar.
“Planos de negócio” são para esquecer e antes de “planos” quer-se “negócio” e simples projecções
O capital existe, faltam as boas ideias, equipas e execução
Aposta-se em equipas coesas, eles são a alma do projecto
Há que apontar o canhão para o cliente alvo a abater, não há muitas bolas nem tempo para algortimos balisticos refinados.
Fez-me lembrar os meus tempos em Londres, em que falavamos callbacks em AJAX entre duas pints de Guiness e umas apresentações que pareciam sempre sido feitas num iPhone entre 5 estações do Tube.
A questão é simples. Por que trabalhas/queres trabalhar aqui?
A resposta, às vezes, não é tão simples quanto a pergunta. Porquê? Porque depende das motivações individuais de cada pessoa e isso, muitas vezes, nem o próprio indivíduo sabe.
Algumas pessoas trabalham por dinheiro, outras trabalham pelo gosto pela resolução de problemas, outras ainda gostam de estar envolvidas num projecto que seja maior que elas, algo que traga benefício para outrém e, no extremo, torne o mundo um lugar melhor para se viver. Outras pessoas ainda, valorizam o seu local de trabalho pelo bom ambiente e pela sua equipa de trabalho.
Recentemente, Ricardo Capitão, trouxe ao grupo de partilha de cultura Cooltiva-te, uma apresentação bastante simples e directa (ver abaixo) que procurou resumir e debater todas as possíveis ofertas das empresas para atrair e manter os seus colaboradores.
Segundo um recente estudo da About.com, os benefícios monetários continuam a ser fundamentais para atrair os melhores funcionários, no entanto, não são suficiente para mantê-los motivados.
Para terminar este post, acho que faz sentido dizer que não existe uma única fórmula para agradar a todos os funcionários, por isso, se és um empregador em busca da satisfação dos teus funcionários, procure entender as motivações individuais de cada um e criei modelos de recompensação a medida. A não formula é a nova fórmula do modelo de recompensações de recursos humanos.
Se por outro lado és um funcionário, reflicta sobre os motivos que o fazem levantar da cama todos os dias para ir trabalhar. Se não encontrares motivos, talvez esteja na altura de mudar. E quem sabe criar uma empresa que te motive e motive os teus futuros funcionários.
Startup Triplets são conselhos para startups e novos empreendedores com exactamente 3 palavras. Não mais, não menos, apenas 3 palavras! Isso é o que eu chamo ser directo e objectivo.
Aqui ficam alguns dos Startup Triplets que Dharmesh sugere:
3. Hire generalists early.
4. Hire specialists later.
11. Encourage diverse thinking.
23. Say “NO” often.
31. Build a brand.
42. Cancel unnecessary meetings.
47. Keep it fun.
É interessante como em apenas 3 palavras se consegue dizer tanto, não?
Conceito explicado… exemplos dados… agora é a nossa vez de criar alguns Triplets! E desta vez em português!
You need three things to create a successful startup: to start with good people, to make something customers actually want, and to spend as little money as possible. Most startups that fail do it because they fail at one of these. A startup that does all three will probably succeed.
And that’s kind of exciting, when you think about it, because all three are doable. Hard, but doable. And since a startup that succeeds ordinarily makes its founders rich, that implies getting rich is doable too. Hard, but doable.
If there is one message I’d like to get across about startups, that’s it. There is no magically difficult step that requires brilliance to solve.
n’Ship – Empreendedorismo de Guerrilha, é um blog informal, que procura informar, questionar e incomodar positivamente todos aqueles que tem uma alma empreendedora, todos aqueles que já criaram uma empresa ou que pretendem criar num futuro próximo um projecto inovador.
Não pretende ser mais um blog dedicado a palavra e ao conceito empreendedorismo, pois esta palavra, devido ao seu uso exagerado começa a ficar gasta! Através de um discurso claro e directo, pretendemos ser objectivos e práticos ao abordar a temática da criação de empresas no modelo de guerrilha!
Todos os temas ligados ao empreendedorismo, como as hot start-ups, eventos de interesse, oportunidades de negócios e tópicos de interesse na área da gestão como o marketing, marcas e gestão de recursos humanos, são alvo de posts e comentários neste blog.
Se te identificas com estes assuntos e com esta atitude, entre e seja o nosso convidado… caso contrário, recomendamos que visite este endereço.