"Someone that asks "How can we build a silicon valley?" has probably ensured failure by the way they framed the question. You don't build a silicon valley; you let one grow" by Paul Graham

It is the best time to start your company

Posted: Maio 18th, 2010 | Author: Felipe Ávila da Costa | Filed under: Eventos de Interesse, Geral, Start-ups
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No passado fim de semana, estive presente na SWITCH Conference com o objectivo de fazer uma apresentação e participar no painel relativo a criação de start-ups (previamente referido como Start-Up Competition).

Na sequência da interessante discussão que decorreu no dia do evento, disponibilizo a minha apresentação abaixo para que a informação continue a passar e que resultados possam surgir a partir desta semente.

Fico sempre bastante contente de encontrar neste tipo de eventos, uma série de pessoas talentosas que estão interessadas em fazer projectos acontecerem. A minha sugestão é que comecem a fazer acontecer o mais cedo possível!

Por fim, se ficaram com vontade de mais networking, mais discussões sobre empreendedorismo em Portugal e mais apresentações out of the box, reservem na vossa agenda os dias 5 e 6 de Junho para o Barcamp Portugal que irá acontecer no Porto.


Elevator Pitch

Posted: Maio 10th, 2010 | Author: Felipe Ávila da Costa | Filed under: Estratégia e Gestão, Eventos de Interesse
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Elevator Pitch é uma das mais novas buzzwords do mundo do empreendedorismo. E digamos, até tem algum mérito para isso! Nos dias competitivos de hoje, onde o tempo é considerado um dos bens mais valiosos que temos ao dispor, um bom Elevator Pitch pode ser decisivo para conseguir vender um produto, obter financiamento, assinar um contracto e muito mais.

Mas o que é um Elevator Pitch?

Antes de nos alongarmos mais sobre este tema, é fundamental definirmos conjuntamente o significado desta expressão. Para isso, recomendo-vos que assistam à explicação em vídeo dada pelo Sean Wise e leiam o trecho da descrição dada pela wikipedia abaixo:

An elevator pitch or elevator speech is a short, persuasive description of a person, organization or group, or an idea for a product, service, or project. [...] An elevator pitch is often used by an entrepreneur pitching an idea to a venture capitalist or angel investor to receive funding. Venture capitalists often judge the quality of an idea and team on the by the quality of its elevator pitch and will ask entrepreneurs for their elevator pitches in order to quickly weed out bad ideas and weak teams.

Tendo o nome e o conceito surgido baseados na ideia de que, a partir do momento em que se consegue entrar num elevador com um investidor ou comprador, só terás de 30 segundos a 2 minutos (2 minutos só mesmo nos EUA, Frankfurt e Dubai) para conseguir convence-lo das suas intenções. Por esta definição, também podemos dizer que um bom Elevator Pitch deverá ser objectivo, conciso e direccionado para os seus ouvintes.

Da minha experiência, posso dizer que existem 4 tópicos fundamentais a abordar num Elevator Pitch:

1. O que é o negócio/ideia/empresa/produto/serviço e qual é o seu mercado?
A ideia deve ser fácil de entender e o discurso deve ser simples. Evite palavras com mais de 8 letras e fuja dos termos técnicos! É preciso entender o que se quer vender antes de comprar. Não perca tempo em detalhes que poderão ser discutidos em reuniões futuras.

Defina o tamanho do mercado, o modelo de negócio escolhido e demais questões de estratégia. Procure usar números e apresentar resultados. Lembre-se que os investidores apenas investem em negócios, não em ideias ou produtos.

2. Qual é o estágio de desenvolvimento do negócio?
Mas isto é só uma ideia? Existe alguma patente registada? Existem protótipos funcionais? Já realizaram alguma venda? Existem clientes? Eles pagam?

Estas e uma série de outras perguntas são possíveis que surjam na cabeça do ouvinte, não deixe espaço para dúvidas que possam enfraquecer a sua posição (Se não abordar durante o pitch, pelo menos esteja pronto para responde-las sem hesitação).

3. Quem são os empreendedores por trás do negócio?
O provérbio “Bet on the jockey, not the horse” é frequentemente citado entre os investidores. Perceber se os empreendedores tem ou não a capacidade de executar as ideias das quais falam é fundamental para a confiança no investimento. Faça o valor da negociação subir ao colocar no pacote de venda o valor (formação, capacidades, rede de contactos, etc.) dos empreendedores envolvidos.

4. Qual é a proposta que se está a oferecer/pedir?
Seja divulgar um produto, vender 20% da empresa, assinar um acordo, receber uma proposta de emprego, atrair investimento ou outra motivação qualquer, é preciso informar exactamente qual o objectivo do Elevator Pitch. Idealmente o objectivo é claro e directo (i.e. “estou à procura de um investimento de 220 mil Euros por 40% da empresa”).

Este último ponto é muitas vezes esquecido ou pouco claro para o receptor do pitch.

Por acreditar que é importante que os empreendedores e potenciais empreendedores desenvolvam estas capacidades, associei-me recentemente, através do Talks 2.0, à JuniFEUP e ao Nuno Soares, para a organização de um workshop sobre Elevator Pitch.

O evento que irá realizar-se no dia 19 de Maio, será liderado por dois professores da Universidade do Porto (Prof. João Claro e Prof. Alípio Torre), e devido ao grande interesse pelo tema, teve as 24 vagas completamente esgotadas em menos de 2 dias depois da abertura das inscrições. Por esta razão estamos a estudar a viabilidade de realizar um novo workshop sobre o tema. Se tiver interesse em participar deixa-nos um comentário.

Por fim, faltou dizer que outro factor determinante para um Elevator Pitch ser efectivo, é a confiança transmitida pelo orador sobre o seu negócio e discurso! Acredito que para chegar ao nível de confiança necessário são precisas 2 coisas: acreditar no pitch e muita prática! Por isso.. pense, escreva, leia, re-leia, pratique, re-escreva, re-leia, pratique, pratique, pratique…


Imagem: Express Monorail


Peter Principle

Posted: Maio 4th, 2010 | Author: Felipe Ávila da Costa | Filed under: Geral
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Um princípio pouco conhecido, mas que a meu ver, pode ensinar muito aos empreendedores/gestores actuais é o Princípio de Peter (Peter Principle):

“In a Hierarchy Every Employee Tends to Rise to His Level of Incompetence.”

Este princípio for pela primeira vez descrito por Dr. Laurence J. Peter e Raymond Hull no livro homónimo (The Peter Principle, 1969) e em suma, descreve a tendência natural das organizações de promover os funcionários mais produtivos até ao ponto em que eles, devido a não estarem preparados, ajustados ou simplesmente não serem capazes de desempenhar as novas funções, tornam-se improdutivos.

Apesar de ser largamente verdade no passado, hoje em dia, as empresas tendem a combater o efeito Peter ao apostarem em treinamento on-the-job, e procurarem identificar nos funcionários características que indiquem sucesso na futura posição antes de oficializar a decisão de promove-lo. Por outro lado ainda, o acompanhamento de carreira tem permitido compreender se o funcionário quer ser promovido para esta nova posição ou não.

Posto isto, acredito ser possível criar uma variação deste princípio para algo mais actual, específico e pessoal do ponto de vista dos empreendedores, pessoas normalmente muito pro-activas e dinâmicas.

“Toda pessoa altamente produtiva e eficiente tende a envolver-se em cada vez mais projectos e iniciativas de modo a que gradualmente torna-se improdutiva e ineficiente.”

Não concordam?

Cada vez mais, identifico pessoas que por demonstrarem valor e competência, são frequentemente abordadas por terceiros com ofertas e oportunidades de participação em projectos interessantes. Mas isto é excelente! (Pensam vós) Sim! (digo eu), no entanto, a contínua aceitação de novos projectos leva a sobrecarga e consequente ineficiência em cada um dos projectos e geral.

Não digo, com isto, que os empreendedores não devem envolver-se em mais do que um projecto. Digo apenas que é necessário perceber a dedicação que é precisa para ser-se eficiente em cada projecto e assim, priorizar os projectos, envolvendo-se apenas naqueles nos quais se consegue ser eficiente sem perder a cabeça ou arrancar os cabelos.


Startup de A a Z em 66 slides

Posted: Maio 4th, 2010 | Author: tiagomatos | Filed under: Estratégia e Gestão, Start-ups
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O Dave é um tipo que desde há uns bons 20 anos que anda neste mundo das startups… desde as linhas de código em Perl aos planos financeiros que recebe como investidor. Escreve sempre com cores berrantes e dita verdades a condizer. Vale a pena.