Peter Principle
Posted: Maio 4th, 2010 | Author: Felipe Ávila da Costa | Filed under: GeralTags: Competence, Incompetence, peter principle | 5 Comments »
Um princípio pouco conhecido, mas que a meu ver, pode ensinar muito aos empreendedores/gestores actuais é o Princípio de Peter (Peter Principle):
“In a Hierarchy Every Employee Tends to Rise to His Level of Incompetence.”
Este princípio for pela primeira vez descrito por Dr. Laurence J. Peter e Raymond Hull no livro homónimo (The Peter Principle, 1969) e em suma, descreve a tendência natural das organizações de promover os funcionários mais produtivos até ao ponto em que eles, devido a não estarem preparados, ajustados ou simplesmente não serem capazes de desempenhar as novas funções, tornam-se improdutivos.
Apesar de ser largamente verdade no passado, hoje em dia, as empresas tendem a combater o efeito Peter ao apostarem em treinamento on-the-job, e procurarem identificar nos funcionários características que indiquem sucesso na futura posição antes de oficializar a decisão de promove-lo. Por outro lado ainda, o acompanhamento de carreira tem permitido compreender se o funcionário quer ser promovido para esta nova posição ou não.
Posto isto, acredito ser possível criar uma variação deste princípio para algo mais actual, específico e pessoal do ponto de vista dos empreendedores, pessoas normalmente muito pro-activas e dinâmicas.
“Toda pessoa altamente produtiva e eficiente tende a envolver-se em cada vez mais projectos e iniciativas de modo a que gradualmente torna-se improdutiva e ineficiente.”
Não concordam?
Cada vez mais, identifico pessoas que por demonstrarem valor e competência, são frequentemente abordadas por terceiros com ofertas e oportunidades de participação em projectos interessantes. Mas isto é excelente! (Pensam vós) Sim! (digo eu), no entanto, a contínua aceitação de novos projectos leva a sobrecarga e consequente ineficiência em cada um dos projectos e geral.
Não digo, com isto, que os empreendedores não devem envolver-se em mais do que um projecto. Digo apenas que é necessário perceber a dedicação que é precisa para ser-se eficiente em cada projecto e assim, priorizar os projectos, envolvendo-se apenas naqueles nos quais se consegue ser eficiente sem perder a cabeça ou arrancar os cabelos.

Concordo.
Há tambem aquela teoria q diz q managers tendem a recrutar pessoas “menos melhores” que eles. Se considerar-mos as duas juntas num contexto corporativo, o resultado é no minimo assustador.
Hierarquias flats podem ajudar pois as pessoas têm mais liberdade para se superarem sem estes constrangimentos.
[...] This post was mentioned on Twitter by felipeacosta and felipeacosta, Tiago Matos. Tiago Matos said: RT @felipeacosta: Peter Principle http://bit.ly/bmRhMB > Just focus again! http://bit.ly/9CL6Vr Keep one batle at a time. [...]
Por vezes não é possível recusar projectos e acaba por existir sobrecarga que, regra geral, significa 10 bons em vez de 3 ou 4 projectos muito bons.
No entanto na minha experiência gerir a sobrecarga de projectos e coordenar equipas é um desafio que, quando superado com sucesso, coloca os responsáveis num outro patamar dentro da empresa.
Se os 10 projectos continuarem sendo classificados como bons, não há problema…
O problema é quando boa parte deles são classificados como razoáveis ou maus…
Concordo que o executivo só deve absorver aquilo que pode cumprir, com o esforço máximo ,é claro. Ultrapassar os limites possíveis é expor a empresa ao descredito.
Com ações e visão de futuro, um NÃO agora pode significar o segredo do sucesso .