"Someone that asks "How can we build a silicon valley?" has probably ensured failure by the way they framed the question. You don't build a silicon valley; you let one grow" by Paul Graham

3. Mint

Posted: Agosto 6th, 2010 | Author: goncalocruz | Filed under: 100 BM Project, Geral
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Mint

Empresa: Mint

Website: www.mint.com

Facturação: USD$10M (estimativa 2009)

Breve contextualização: A mint foi fundada em Setembro de 2007 e fornece um software, gratuito, de controlo de finanças pessoais, passível de ser utilizado computadores ou smart phones. Essencialmente utilizado nos EUA (com lançamentos internacionais já realizados ou previstos), cruza, após aceitação e validação do utilizador em causa, todas as informações financeiras, essencialmente provenientes de entidades bancárias. Os últimos números oficiais indicam que a plataforma acompanhou transacções de cerca de USD$200Bi. Contava, em 2009, com uma comunidade superior a 1.500.000 utilizadores, e cerca de 30 empregados (revenue/pax: USD$330k). Em Setembro de 2009 foi adquirida pela Intuit por USD$170M (prémio 17x revenue).

Business Model:

  1. Plataforma Online, cruzamento de informação e aposta no design. Poder controlar todos os nossos dados financeiros num só local (ainda que seja virtual e de acesso global) é mágico. Para isso houve o trabalho árduo de validar e trabalhar em protocolos (quer legais que de código informático) para que a informação chegue a tempo e, fundamentalmente, exacta. Tudo isto num ambiente user-friendly… ainda melhor;
  2. Gratuito para o utilizador e com comissões simpáticas. Apostou-se nos lead-users, ou seja, abriu-se a utilização grátis para quem primeiramente testou e confiou no serviço. Evoluiu para todos e nada é pago. Mas, em alguns casos, em determinadas recomendações de poupança ou de aforro, comissões são geradas. Situação win-win, todos ganham: o utilizador porque poupa, o banco porque gere a poupança, a plataforma porque retira pequena comissão ao banco;
  3. Controlo de informação valiosa. Aceder e acompanhar volumes muito consideráveis de transacções, transversais a todos os bancos é muito valioso. Não obstante de todo o sigilo e confidencialidade envolvidos, saber quem tem dinheiro, em que aplicações e com que perfil, permite “sugestões” bancárias (pagas) que trazem mais valias verdadeiras para a plataforma;
  4. Publicidade convencional também é válida. Havendo um meio perfeito para marketing bancário, seria este. É o mais directo possível, porque conhece a realidade do utilizador, surge na sua plataforma pessoal ou no seu telemóvel.

Custo vs. Proveito:
É realmente fantástico controlar num só local todos os fluxos das nossas finanças pessoais. Mas é um negócio num mundo muito exigente, onde o produto é… dinheiro. Por este facto não impressiona que a mint tenha passado por várias fases de angariação de capital (cinco, no total, desde 2006) e que o investimento de terceiros tenha rondado os USD$32M. Notavelmente, ainda sem ser verdadeiramente lucrativa a empresa é adquirida por um gigante da área, que oferece um prémio 17 vezes superior à sua facturação. Notavelmente ou não, porque estudos indicam que o revenue de 2010 rondará os USD$50 (+500% y.o.y.). Mais, é admitido na área que se gera, por ano, USD$30 por utilizador (revenue, facturação). Sabendo que a plataforma tem menos de três anos e estará em franco momento de expansão (também internacional), talvez os números comecem a fazer sentido.



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