"Someone that asks "How can we build a silicon valley?" has probably ensured failure by the way they framed the question. You don't build a silicon valley; you let one grow" by Paul Graham

2. Threadless

Posted: Agosto 4th, 2010 | Author: goncalocruz | Filed under: 100 BM Project, Geral
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Threadless

Empresa: Threadless

Website: www.threadless.com

Facturação: USD$40M (estimativa 2009)

Breve contextualização: A threadless actua desde o ano 2000 e vende t-shirts de autor em sistema open-source. Ou seja, qualquer pessoa, designer, ilustrador pode submeter a sua ideia para desenho de t-shirt. As mais votadas pela comunidade são escolhidas e vendidas. Contava, em 2009, com uma comunidade de 850.000 utilizadores e cerca de 80 empregados (revenue/pax: USD$0,5M).

Business Model:

  1. Plataforma Crowdsource. Os clientes são a empresa. É a comunidade que cria o conteúdo, vota, escolhe e consome. Não existe publicidade, força de vendas e designers profissionais contratados;
  2. Apresentação de novidades e capacidade de revigoração do conteúdo. A comunidade é incentivada a apresentar novos produtos constantemente. Prémios (em dinheiro e, principalmente, crédito threadless) são oferecidos aos proponentes com mais votos e aos clientes que enviam fotos com as suas novas t-shirts compradas online;
  3. Pré-pagamento e stock a tender para zero. O cliente faz a ordem e paga. Tendo o pedido e, principalmente, o dinheiro, do lado da empresa consegue-se um poder negocial, perante a produção e a expedição do produto, muito assinalável;
  4. Lojas de retalho como concept stores. A loja está online, mas também existe fisicamente. As duas casas threadless (entretanto lucrativas) servem, essencialmente, para passar a mensagem da cultura da arte e do design e valorizar o que a comunidade cria e consome.

Custo vs. Proveito:
A ideia de criar uma plataforma que seja auto-gerível é fascinante. Foco no design, na simplicidade de processos e mensagens, foco no poder da comunidade. Um investimento, essencialmente, de tempo e brainpower.
Delegando nos utilizadores todas as tarefas que surgem desde a criação, ao poder de escolha, os custos diminuem e os proveitos disparam. Claramente com margens acima dos 30%, os Srs. Threadless angariam, por ano, USD$15M.


1. Woot

Posted: Agosto 2nd, 2010 | Author: goncalocruz | Filed under: 100 BM Project, Geral
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Empresa: Woot

Website: www.woot.com

Facturação: USD$200M (estimativa 2009)

Breve contextualização: A woot, que surgiu em 2004, foi a primeira plataforma a vender no sistema “one item per day”. Ou seja, às 0.00 começa a vender um determinado produto que é descontinuado exactamente às 23.59 (ou antes se o stock esgotar). Foi adquirida em Junho de 2010 pela Amazon por USD$120M. Contava, à data, com cerca de 150 empregados (revenue/pax: USD$1,3M ).

Business Model:

  1. A primeira base do negócio é vender em volume. Ou seja, conseguir descontos pela compra em quantidade e poder negocial, para escoamento de stocks, perante os produtores (fornecedores);
  2. Plataforma de venda online e contacto despreocupado. O site é rudimentar, pouco cuidado no design e o contacto dirigido ao cliente é sempre feito com algum desprezo, passando a ideia que na Woot apenas se preocupa pelo preço, pelo desconto unitário muito apelativo. O investimento na plataforma é relativamente baixo e ainda se incluem publicidades, de terceiros, pagas;
  3. Assistência pós-venda realizada por terceiros. A woot empresta a prateleira/montra, o produtor responsabiliza-se pela assistência pós-venda. Um ponto de mestre, que liberta a empresa para o seu foco: encontrar produtos baratos (independentemente de poderem gerar complicações pós-venda);
  4. Marketing assente em redes sociais e “boca-a-boca”. Os produtos mudam diariamente e em determinados momentos a Woot realiza promoções de promoções, anunciadas no Twitter. Isto obriga a que os potenciais interessados estejam ligados constantemente e passem a palavra, nas suas redes, das pechinchas encontradas;
  5. Multiplicação subreptícia do fenómeno. Se a Woot só vende um produto por dia então criem-se outras categorias (vendendo-se um produto por dia também aí)! A percepção é a mesma, mas as vendas multiplicam;
  6. Integração com cadeia de distribuição bem negociada. A maior parte dos colaboradores está, seguramente, na logística. Dado o volume, a Woot consegue (independentemente do produto) entregar a USD$5 em casa de cada americano.

Custo vs. Proveito:
Uma boa ideia e uma implementação num site barato. Tudo começou quando empregados de uma fabrica de electrónica decidiram experimentar vender, em volume, as sobras. O investimento terá sido residual.
Num negócio de volume, é o volume que conta, não as margens. Que a margem seja de 5% (é mais, com certeza) e o Sr. Woot encaixa, por ano, USD$10M. Resta saber se a plataforma é mesmo só prateleira ou se têm de comprar o stock todo aos fornecedores (provavelmente sim, para conseguirem esmagar o preços). Ainda assim, com pagamentos a 60/90/120 dias, a liquidez será muito, muito atractiva.